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Pagamos pelo esforço. E se pagássemos pelo resultado?

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29.09.2026

Sete em cada dez lares de idosos em Portugal não têm hoje uma única vaga livre, e quem procura uma pode esperar seis meses ou mais. O país tem apenas quatro camas por cada cem idosos e é o segundo mais envelhecido da União Europeia, logo atrás da Itália. Os números são do 4.º Retrato das Residências Sénior em Portugal, um estudo da Via Senior e da BA&N Research Unit divulgado em 2026. Não são números de alarme, são números de um país que está a envelhecer depressa e de um setor social que, todos os dias, faz o possível para dar resposta a isso.

Vale a pena, por isso, olhar com atenção para a forma como financiamos esse setor, não porque esteja a falhar, mas porque pode estar a ficar cada vez mais difícil de sustentar tal como está. Um lar de idosos recebe, hoje, um valor calculado a partir do custo de manter cada vaga em funcionamento: salários, alimentação, despesas correntes. Faz sentido que assim seja. Mas isso também significa que o financiamento acompanha o esforço de manter o serviço a funcionar, sem captar diretamente se a pessoa que ali vive está mais bem........

© Observador