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O Efeito Borboleta de um milímetro

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03.03.2026

A 13 de julho de 2024, num comício em Butler, Pensilvânia, o tempo parou. Um disparo rasgou o ar, atingindo a orelha de Donald Trump por uma margem ínfima. Aquele milímetro de diferença não separou apenas a vida da morte, separou dois séculos XXI distintos. Na teoria do caos, o “efeito borboleta” sugere que uma variação minúscula nas condições iniciais pode gerar tempestades do outro lado do mundo. Ali, a inclinação de uma cabeça determinou o colapso de uma narrativa e o nascimento de outra, muito mais assertiva e disruptiva.

Trump não saiu daquele palanque apenas como um sobrevivente; saiu como um nó de tensão no tecido da história. Ao contrário de Reagan, que sobreviveu num mundo ainda bipolar, Trump emergiu de Butler num momento de fragmentação absoluta. A sua sobrevivência física transmutou-se num ímpeto político que reconfigurou o xadrez das nações, provando que, na alta política, a percepção de invulnerabilidade é, por si só, uma forma de poder.

A “Extração” e o Imperativo de Proteger

Esta nova ordem manifestou-se com uma força cirúrgica em dois teatros de operações distintos, onde o Direito Internacional foi chamado a interpretar papéis opostos: a Venezuela e o Irão. Na Venezuela, assistimos à queda de Nicolás Maduro através de uma operação de “extração” que........

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