Se o woke 1 era louco, o woke 2 será muito pior
A frase “nunca peça desculpa, nunca explique”, frequentemente atribuída ao antigo primeiro-ministro inglês, Benjamin Disraeli, foi integralmente adoptada pela congressista democrata à esquerda do Partido Comunista Chinês, AOC, acrónimo para Alexandria, etc., para repudiar o que considerou serem as “loucuras” que cometeu no passado. Ela, que construiu a sua carreira e fortuna efémeras em torno dessas mesmas loucuras, com vídeos, tweets e discursos.
Entrevistada no programa This Week, da ABC, em meados de Agosto, a agora aspirante à presidência dos EUA em 2028, declarou que “o movimento woke 1 era uma loucura”. Uma frase proferida antes pelo colega Chi Ossé, que foi eleito membro do Concelho Municipal de Nova Iorque graças ao Woke 1. Depois riu muito e pronto. Fim de discussão. É favor circular, a ideologia woke foi actualizada sem ter de pedir desculpa, deixando os servos tolos, charlatães funcionais e propagandistas que sempre a negaram perplexos, como aqueles bêbados na discoteca que continuam a dançar sozinhos no meio da pista depois de desligado o som.
A obra-prima não é a “loucura”. A obra-prima é o número 1 a seguir à palavra woke, porque trata uma catástrofe em todos os sentidos como se tivesse sido um produto que deve ser substituído por outro melhorado e com logotipo actualizado. É a técnica de marketing aplicada à política: quando o fracasso de uma ideia é demasiado evidente, passamos para o modelo seguinte. Engana-se, por isso, quem pensa que o movimento woke acabou. A mesma AOC, que ajudou a tornar o termo woke 1 sinónimo de pureza moral, simplesmente arquivou o woke 1........
