A “afirmação” constrói narrativas sem a família à mesa
Num mundo onde a saúde mental dos jovens é cada vez mais prioritária, surge uma pergunta incómoda: será que algumas abordagens terapêuticas, feitas com as melhores intenções, podem estar a contribuir para o afastamento entre pais e filhos?
Recentemente, circulou nas redes sociais um vídeo no qual um profissional questiona as práticas comuns em sessões conduzidas por psicólogos especializados em abordagens afirmativas LGBTQIA . A essência do que se ouviu pode resumir-se em interrogações como estas:
O que acontece quando um jovem procura, sozinho, esses serviços e começa a reconstruir a sua história familiar apenas com base no que é explorado nessas sessões?
Será que a ausência dos pais nessas conversas pode levar a uma narrativa unilateral, na qual o jovem recebe validação para reinterpretar relações passadas de forma a culpar ou a afastar-se dos próprios pais?
Não se trata de pôr em causa o apoio necessário a quem se questiona sobre identidade ou orientação. Trata-se de questionar o método: como o orador no vídeo alertou, será possível que, em nome da “afirmação”, se crie ou amplifique uma história em que os pais........
