Relação dos jovens com o tempo: pressa, medo e produtividade
Vivemos numa época em que o tempo parece acelerar. Para muitos jovens, ele deixou de ser apenas uma medida cronológica e passou a funcionar como uma força invisível que dita urgências, expectativas e comparações. Sente-se uma pressa constante de fazer tudo, de querer ser, estar e fazer acontecer. Talvez seja consequência de um ideal perfeito imposto pela sociedade, da pressão de cumprir um guião pré-estabelecido. Há uma vontade incontrolável de querer tudo para ontem e, muitas vezes, essa aceleração torna-se frustrante ao ponto de nos esquecermos do que realmente importa.
As tecnologias contribuíram decisivamente para esta sensação de urgência. As notificações permanentes, o fluxo contínuo de informação e o imediatismo reforçam a ideia de que esperar é perder tempo. Nas redes sociais, a comparação constante intensifica o receio de ficar para........
