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Um tacticismo de magnitude 8.2 na escala de Pedro Nuno

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28.04.2026

Pedro Nuno Santos está de volta. Depois de ter suspendido o seu mandato de deputado por 6 meses, o ex-líder do PS regressou ao Parlamento. Ainda nem sequer tinha ocupado o seu lugar no hemiciclo e já havia polémica com as suas declarações aos jornalistas. Era precisamente o efeito pretendido por Pedro Nuno Santos. Que até foi ajudado pelo facto de, a meio da sua intervenção, se ouvir a campainha a indicar o início do plenário – que, pelo sorrisinho de adolescente maroto que preparou uma partida ao stôr, podia bem ser o toque de fim de recreio.

Em menos de um minuto, Pedro Nuno Santos disse que o Governo é liderado por pessoas pouco sérias e que o PS não precisa de tacticistas.

Foi o suficiente para ficar tudo em alvoroço. Pedro Nuno tem o condão de pôr toda a gente a comentar as suas palavras. E não é de agora. A questão é que, ao longo do tempo, tenho reparado que, na maior parte das vezes, entendemos mal o que é dito. Por exemplo, a primeira vez que um discurso de Pedro Nuno Santos foi destacado ocorreu em Dezembro de 2011, no início da troika, quando o então jovem vice-presidente da bancada socialista disse: “Ou os senhores se põem finos ou não pagamos a dívida e, se o fizermos, as pernas dos........

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