A antecâmara de André Ventura
Na política, e na vida, existem dois tipos de pessoas: aquelas que ficam inconvenientemente paradas à esquerda numa escada rolante e aquelas que estão alerta e sabem estar. E as primeiras enfrentam agora um dilema: vão permanecer paradas, sujeitas a serem atropeladas pelo CHEGA nas próximas legislativas, ou vão ter a coragem de abdicar da sua manifesta virtude e fazer aquilo que tem de ser feito?
Um momento eleitoral, três órgãos de soberania por apurar. Na próxima semana o povo português é chamado às urnas e, aquela que poderia e deveria ser uma eleição unipessoal, para a Presidência da República, poderá conduzir a mais um capítulo de instabilidade política a curto prazo, onde André Ventura poderá sentir-se legitimado a arrastar o país para a lama, caso tenha um resultado expressivo na segunda volta das presidenciais.
E esse sonho, que há uns anos parecia estar circunscrito à cabeça de Ventura e de um punhado de aficionados do partido, está agora longe de ser só fértil ficção. Primeiro, porque as várias sondagens o têm vindo a colocar, de forma destacada, no pelotão da frente – o que, por si só, já........
