Viva o fogo não institucional!
Conheço o actual Secretário de Estado das Florestas há pouco mais de dez anos.
Conheci-o na altura em que estive envolvido na fundação da Montis, uma associação de conservação da natureza de que fui o primeiro presidente, com sede em Vouzela, onde Rui Ladeira era, então, Presidente de Câmara.
Sempre tivemos (e temos) relações cordiais e a Montis tem uma dívida relevante para com Rui Ladeira, pelo apoio que lhe deu no início, em especial pela disponibilização de instalações para uma sede.
Sempre tivemos divergências em relação a alguns assuntos, nomeadamente, para o que agora interessa, em relação ao uso do fogo.
Rui Ladeira é engenheiro florestal de formação, mas nunca mostrou qualquer apreço ou interesse pelo trabalho de gestão de terrenos da Montis fazia, usando o fogo como uma das principais ferramentas de trabalho.
Logo depois dos grandes fogos de Outubro de 2017, em que Vouzela foi dos concelhos mais afectados, incluindo a morte de pessoas, Rui Ladeira pediu-me, e a mais meia dúzia de pessoas, sugestões para a gestão do pós-fogo.
Lembro-me de ter sugerido que, depois de um fogo com a intensidade e extensão como a que tinha ocorrido, o que me parecia mais razoável e sustentável, era tirar partido de ter a paisagem com os caminhos, mesmo os caminhos antigos abandonados, e os muros, mesmos os muros antigos e........
