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O despejo no Largo do Rato nº 2 o sacrifício da realidade

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25.10.2026

A acção de despejo no Largo do Rato nº 2.  Com o anúncio por parte do actual lider do PS de que não chumbaria o Orçamento para 2027, abriu-se o campo à esquerda radical para fazer o que sabe e quer: impor o poder da rua face ao das instituições. De cada vez que os directos televisivos dão o microfone ao activista de serviço, há uma conclusão óbvia: o Governo vai ter de ceder. Ao certo não se percebe bem em que teria de ceder o Governo, talvez na Lei das Rendas que nem sequer foi aprovada mas que manifestantes e boa parte dos jornalistas e comentadores apresentam como responsável pela crise da habitação. Por mais absurda que esta associação seja, a verdade é que ela não importa muito porque o grande impacto desta radicalização da esquerda não se fará sentir no Governo (a não ser, claro, que o Governo seja ainda mais alapardado do que às vezes parece, mas esse é outro assunto) mas sim no PS.

As viúvas da geringonça e os ressentidos doutras lutas internas socialistas olham agora com condescendência, simpatia e uma compreensão infinita para os protagonistas das ditas acampadas, não tanto porque lhes apreciem o registo mas sim e muito particularmente porque sabem (e sabem que José Luís Carneiro também sabe) que ao primeiro cartaz a dizer que Carneiro e Montenegro são “farinha do mesmo saco”, o céu adensar-se-á em cima do homem que por agora manda nº 2 do Largo do Rato. Aliás a reacção defensiva de Carneiro já começou:  “José Luís Carneiro desafia primeiro-ministro a deixar cair a nova lei das rendas e a negociar com o PS” lê-se no site do PS. Mas o que........

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