Culpar o país pelo falhanço do PS em Almada? Não, obrigado
É ponto assente: quando o PS está no governo e falha a culpa é do mundo. Já quando o PS falha à escala local a culpa é do país. E assim, nos últimos dias e perante o espectáculo AdisAbebiano de Almada sem água, lá surgiu a explicação do falhanço do país no seu todo para explicar o falhanço particular do PS em Almada. Ora o que falhou em Almada foi um poder municipal abaixo de medíocre mas exímio no domínio da linguagem do bondadismo progressista. (Não quero dizer que à direita sejam mais competentes, simplesmente não podem falhar tanto e por tanto tempo porque, felizmente para o país, não estão abençoados pelo diáfano manto do porreirismo progressista de que beneficia a esquerda ex caviar agora woke).
O que é o bondadismo progressista? Veja-se a capa da última revista editada pelo munícipio de Almada cuja directora é Inês de Medeiros. Data de Abril deste ano e nela a presidente, directora e entrevistada Inês de Medeiros declara numa espécie de megalomania planetária “Almada é um foco de humanidade num mundo cada vez mais desumano”
Por essa altura, a direcção do munícipio não ignorava que era responsável pela baixíssima renovação da rede (uma das baixas, senão a mais baixa do país); pelas perdas da rede que se contam entre as mais altas do país; pelo laxismo em relação às captações ilegais das piscinas e das explorações ago-industriais; pela........
