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Habitação ou o preço das más políticas

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Os números têm sido ditos e reditos: entre 2015 e 2025, o preço das casas aumentou 180%, os salários 43,9%. E a explosão de descontentamento que assistimos nas manifestações pela habitação – que temos de distinguir da acampada – são o reflexo desta década de degradação acentuada do acesso a uma casa, com efeitos especialmente graves para os jovens e a classe média.

Ilustrando bem a ironia da situação que vivemos, Luís Montenegro lidera o Governo que fez dos apoios à compra de casa pelos jovens uma das suas principais bandeiras, a que se junta o IRS Jovem. E acaba a ser um dos principais alvos do descontentamento dos jovens, estando no “sítio certo, à hora certa” da acumulação de más políticas, em geral ditadas por agendas do momento ou objetivos eleitorais, com pouca reflexão sobre as consequências e sempre à espera de uma medida mágica.

Desde 2015, Portugal conheceu quatro grandes estratégias ou pacotes de medidas para a habitação, além de sucessivas alterações legislativas e apoios extraordinários. António Costa protagonizou dois pacotes: em 2018 com o programa de renda acessível e reforço da habitação pública e em 2023 com........

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