Fim de tarde
Eram sete e meia da tarde, fim de Verão, o sol punha-se sobre os botes. Curvei a esquina do Clube Naval, pensando que tinha medo de estar ali àquela hora. Nunca se sabe o que esconde o fim da curva. Foi quando dei com a mulher sozinha, sentada à beira-rio, olhando as águas.
Não tinha medo de ali estar no lusco-fusco, pensei, o que me deu confiança. Estava tão completamente perdida nos seus pensamentos, tão distante das pessoas que passavam na marginal.
Pensei, porque o parecia, que tinha saído há pouco tempo do trabalho. Então, imaginei que tivesse aquele hábito: que antes de regressar a casa, se sentava sozinha nas margens, a pensar na........
