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A queda de um príncipe

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25.02.2026

É quando um princípio parece mais errado que é mais útil defendê-lo. Não por uma pretensa coragem – são apenas palavras, ninguém está a arriscar nada – mas porque isso nos impede de olhar para as ideias apenas pelo lado mais brilhante.

A degradante queda de um príncipe, a queda de um príncipe assim, enodado nos crimes mais infames e nas formas mais degradantes de perversão, é uma coisa horrenda; é sempre triste ver revelados os segredos sórdidos de alguém, mas é mais doloroso ainda quando isso parece ferir de morte alguma coisa que prezamos e que parece agarrada à vida apenas por um fio ténue. Seria triste que um mau príncipe sujasse, aos olhos do mundo, um mundo com uma beleza antiga, cujos rituais nos lembram, na forma sempre discreta e críptica dos rituais, séculos de História; seria triste, mas seria apenas um problema estético: na verdade, trata-se de um príncipe de uma monarquia que já não governa, cujos significados não são mais que simbólicos, na versão benevolente, e turísticos, na versão maldosa, e cujo grande poder é o de impedir a erosão de uma encantadora ruína estética. Arejam as jóias, os mantos e os palácios, e talvez isso seja suficiente.

Mas há um sentido mais existencial, e por isso mesmo mais grave, na queda de um príncipe. Não é apenas, nem sequer é sobretudo, a ideia de monarquia que é........

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