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O ETS 2 vai custar milhares de euros a famílias e empresas

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21.12.2025

Portugal enfrenta em 2026 um ano decisivo que tem passado despercebido à maior parte da opinião pública e de muitos decisores. O novo mercado europeu de carbono para edifícios e transportes, conhecido como ETS 2, começará a refletir-se diretamente no custo da energia a partir de 2027. Isto significa que o próximo ano não será apenas mais um ano de transição administrativa deste, será o ano limite para preparar famílias, empresas e territórios para um choque económico que não será evitado, apenas poderá ser mitigado.

O ETS 2 aplicará um preço ao carbono emitido pelos combustíveis usados para aquecimento, arrefecimento e mobilidade. Esse preço será incorporado nas faturas que todos iremos pagar. Mesmo num cenário prudente, com valores de referência em torno dos 45 euros por tonelada de CO2, a pressão sobre o custo de vida das famílias e sobre a estrutura de custos das empresas será significativa. Nada disto é teoria. É uma consequência direta da legislação que a Europa já aprovou e que Portugal terá de cumprir.

Para compreender a urgência de agir é fundamental traduzir este impacto em euros reais por ano. Uma família portuguesa típica que utiliza gás natural para aquecimento e águas quentes, com consumos entre 1000 e 1500 metros cúbicos anuais, poderá enfrentar um agravamento entre 260 e 350 euros por ano. Em zonas onde o inverno é mais rigoroso e o........

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