menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Deixem o Alberto trabalhar por zoom

32 0
11.07.2026

Houve por aí certa indignação, incluindo a deste vosso criado (salvo seja), pelo facto de o primeiro-ministro ter feito três viagens distintas aos Estados Unidos para assistir a três jogos da chamada selecção nacional durante o campeonato do mundo da bola. As justificações variaram: representação institucional, segundo o insuspeito dr. Montenegro; servir de amuleto, de acordo com o dr. Hugo Soares; aproveitar com voracidade as prebendas do cargo, na versão de uma amiga minha com décadas de experiência na política. Embora a minha amiga deva estar mais próxima da realidade, julgo que os motivos são menos importantes que a despesa, sobre a qual o gabinete do PM ainda não possui “informação detalhada que permita indicar um valor exato”. Quando possuir, eles de certeza correrão a informar-nos. Por enquanto, as línguas, boas ou más, falam em 100 mil euros por cada viagem, que incluiu o insigne estadista e dois ou três subordinados. Lembro também que, nos jogos da “selecção” a que o PM lamentavelmente faltou, “os magníficos embaixadores de Portugal e da Portugalidade que são os nossos atletas” (cito, juro, fonte governamental) contaram com o apoio decisivo nas bancadas americanas ou do dr. Aguiar-Branco ou do dr. “Tozé” Seguro. Com sorte, a coisa ficou aquém do meio milhão de euros, que o contribuinte paga e não bufa. Ou paga mesmo que bufe.

O contribuinte poderia não ter de pagar nada. Bastaria para isso que nenhum vulto do Estado aceitasse voar para Houston, Dallas, Miami e Toronto sem propósito discernível. O........

© Observador