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Karen da Dinamarca

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10.09.2026

Aos 28 anos, a jovem Karen circulava pelas altas rodas da aristocracia dinamarquesa na virada do século XX. Apesar das aparências - o luxo dos cafés de Copenhagen, os brilhantes vestidos de baile e as noites na ópera - sua vida não era fácil. O pai, militar e sifilítico, suicidara-se, deixando a família à míngua, e a mãe penava para criar Karen e mais cinco filhos.

Talvez em busca de uma saída para as dificuldades, em 1914 Karen aceitou casar-se com um primo, o barão sueco Bror von Blixen-Finecke. Ele já era dono de uma imensa plantação de café no Quênia e lá foi o casal para a África – naquela época totalmente selvagem, inóspita e sob o jugo de vários países europeus. Felicidade? Que nada: logo Karen percebeu que Bror era mulherengo e que passava longos períodos afastado de casa, em safáris e campanhas militares. Bastou um ano para tudo piorar: Karen contraiu sífilis, provavelmente de Bror ou........

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