Alexandre Moraes deve melhores explicações ao Brasil
Não incluí, por várias razões, no título destas linhas, o nome do ministro Dias Toffoli. Quero me ater, tão somente, ao ministro Alexandre de Moraes, que seria o próximo presidente do nosso Supremo Tribunal Federal (STF). Sobre ele, no dia 25/2/2025, a colunista Cora Rónai publicou no jornal “O Globo”, no Segundo Caderno, na última página – e depois de tê-lo elogiado com entusiasmo inúmeras vezes, e depois, também, de já expostas nas ruas as vísceras do caso do Banco Master –, sua crônica semanal intitulada “O preço da decepção”. Na coluna, Cora Rónai afirmou: “Ninguém precisa ter doutorado em tabelas de honorários para saber que R$ 129 milhões ultrapassam, com folga, os limites do decoro e do bom senso”. A cronista se referia ao contrato assinado com o Banco Master pelo “Escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados”, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Moraes (do STF).
Já me referi à crônica aqui citada, mas não me custa voltar a algumas das suas ponderações, que coincidem, totalmente, com o que pensei na época e com o que venho pensando ultimamente. Tenho vivido maus momentos, confesso. O futuro do nosso país, no meu caso, leitor, tornou-se uma preocupação ainda maior. Para onde vamos, afinal, é o que me pergunto a todo instante. As eleições já estão aí, mas, ao invés de nos trazerem esperança, só nos trazem mais sofrimento. Será, provavelmente, uma trágica cópia das eleições entre Lula e Bolsonaro.“Ao longo dos últimos anos – continua Cora –, eu propus muitas vezes que estátuas do ministro Alexandre de Moraes fossem erguidas por aí. Estávamos entregues a um oportunista covarde e intelectualmente limitado, cercado por milicos sediciosos e estimulados por civis suplicando intervenção miliar constitucional”. Uma aberração! E, na realidade, fomos salvos desse abismo institucional pelo ministro.O que mais aflige milhões de brasileiros que um dia admiraram a coragem e o rigor do ministro Alexandre de Moraes na defesa da democracia é o seu silêncio tumular. Trata-se de uma atitude realmente estarrecedora. A notícia de que o escritório da mulher de Moraes é o responsável pela defesa do Banco Master, causador do maior escândalo financeiro do país, já não permitiria mais o silêncio nem da parte dele, nem da parte da sua mulher, Barci de Moraes, responsável pelo escritório de advocacia que leva o seu nome e o do seu marido.
Finalmente, porém, depois de três meses, o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes publicou nota, nos meios de comunicação social, confirmando a existência do contrato e afirmando que “nunca atuou em processo do Banco Master na Corte”, referindo-se ao Supremo Tribunal Federal (STF). Menos mal, mas isso é pouco. O escritório ainda detalhou, minuciosamente, a atuação da banca, constituída de 14 advogados, tudo isso conforme contrato milionário de R$ 3 milhões mensais, firmado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Informa a nota que, ao longo do contrato, foram realizadas 94 reuniões de trabalho, sendo que 79 foram presenciais, e emitidos 36 pareceres. E o pagamento dos honorários seria feito em três anos.O casal Moraes deve melhores explicações ao Brasil.
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