Quanto custa uma crise que podia não ter acontecido?
“Mais vale prevenir do que remediar” é uma daquelas frases que atravessa gerações, setores e modelos de gestão. Todos a reconhecem e poucos a contestam. Mas, nas organizações, continua a existir uma distância significativa entre aceitar o princípio e praticá-lo de forma consequente.
Na saúde mental no trabalho, essa distância tem, naturalmente, custos humanos, mas também custos operacionais, financeiros e reputacionais. O problema é que estes custos raramente aparecem todos no mesmo centro de imputação. Surgem dispersos: absentismo, presentismo, rotatividade, quebras de produtividade, conflitos, erros, baixas prolongadas, perda de talento, degradação do clima interno, maior pressão sobre equipas que ficam. E o que aparece disperso tende a ser subestimado.
Há uma lógica simples que ajuda a compreender o problema: visibilidade, custo e retorno.
A prevenção tem baixa visibilidade. Quando funciona, parece que nada aconteceu. Não há crise, não há baixa médica, não há saída inesperada, não há equipa em rutura, não........
