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2026, o ano em que a Inteligência acelera mais depressa do que nós

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20.02.2026

Durante décadas acreditámos que a tecnologia evoluía a um ritmo elevado, mas ainda assimilável. Havia tempo para aprender, regular, adaptar processos e ajustar culturas. Essa perceção colapsou nos últimos três anos. A adoção massiva da Inteligência Artificial generativa não foi apenas rápida… foi abrupta. Em pouco tempo, sistemas que começaram por responder a perguntas passaram a apoiar decisões, executar tarefas complexas e influenciar escolhas humanas em múltiplos domínios da vida económica, social e política. Não se trata mais de apenas um novo ciclo tecnológico. Trata-se de uma alteração estrutural da relação entre quem decide e aquilo que decide.

Entre 2023 e 2026, assistimos a uma compressão histórica do tempo. Capacidades que antes exigiam equipas, anos de formação ou estruturas pesadas, tornaram-se acessíveis a um indivíduo munido de um modelo de IA. A produtividade individual aumentou, mas também aumentou a dependência. O conhecimento democratizou-se, mas o pensamento crítico nem sempre acompanhou essa democratização. A pergunta que importa fazer não é se a IA é boa ou má, nem se veio para ficar, pois isso é um dado adquirido. A pergunta relevante é outra, bem mais incómoda: quem está efetivamente no controlo?

A fronteira entre decidir e seguir pode ser difusa

A inteligência humana continua a definir intenções, objetivos e valores. Pelo menos em teoria. Na prática, cada recomendação aceite sem questionamento, cada decisão delegada a um sistema, cada cenário “ótimo” escolhido porque foi gerado por um modelo estatisticamente robusto, desloca subtilmente o centro de decisão. O controlo........

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