Evergrande: errar, corrigir e aprender
A condenação à prisão perpétua de Hui Ka Yan, fundador da Evergrande, encerra simbolicamente um dos capítulos mais extraordinários do capitalismo chinês recente. A empresa chegou a acumular mais de 300 biliões de dólares (cerca de 257 mil milhões de euros) em passivos. Mas Hui não foi condenado porque sua empresa fracassou. Foi responsabilizado por crimes financeiros praticados durante a expansão de um império que, por muito tempo, parecia grande demais para cair.
O episódio oferece três grandes lições sobre o capitalismo e a responsabilidade empresarial. A primeira é que ser grande demais para quebrar (“too big to fail”) não pode significar ser grande demais para responder por seus atos (“too big to jail”). O Estado pode precisar proteger compradores de imóveis, preservar a estabilidade financeira e impedir que a quebra de uma companhia contamine toda a economia.........
