Fundo soberano: um tiro no pé?
Luís Montenegro anunciou no Congresso do PSD a criação de um fundo soberano para que o Estado possa entrar no capital de empresas relevantes. Objetivo: ter um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos, com participações minoritárias em áreas como a energia, a banca, as comunicações e as infraestruturas.
À semelhança dos espanhóis, o Governo quer manter o impulso na economia além do mega envelope europeu. Um fundo pós-PRR para uma menor dependência dos fundos comunitários, porque 90% do investimento português tem origem num cheque de Bruxelas. Com uma possível “ressaca” do dinheiro disponibilizado por Bruxelas após a pandemia, o Executivo sinaliza querer maior autonomia estratégica. Sim, queremos ser mais donos do nosso futuro.
Mas, para isso, temos de crescer, criar riqueza para libertar........
