Até quando vamos trocar prevenção por improviso?
O alerta emitido pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS) a 8 de abril de 2026, trata-se de mais um sinal político, económico e estratégico que obriga Portugal a repensar, com urgência, a forma como encara a proteção das suas infraestruturas críticas num contexto internacional cada vez mais hostil e imprevisível.
A operação global atribuída ao grupo APT28, associado ao serviço de informações militar russo (GRU), confirma aquilo que muitos ainda insistem em tratar como hipótese remota: a guerra híbrida já está em curso e o ciberespaço tornou-se um dos seus principais teatros operacionais, marcado de campanhas silenciosas, persistentes e altamente sofisticadas, desenhadas para recolher informação, infiltrar sistemas estratégicos e preparar acessos futuros a ativos críticos.
A utilização de routers domésticos e empresariais como porta de entrada revela precisamente essa lógica. O objetivo não é apenas comprometer um equipamento isolado, mas explorar a infraestrutura digital comum para alcançar redes de maior valor, intercetar........
