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Alegria de ver mais um luso-venezuelano libertado

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Hector Ferreira, empresário luso-venezuelano, foi libertado a 21 de abril. Foi uma alegria imensa para todos, a começar pelo próprio e pela família, que se bateu incansavelmente pela sua libertação, e para a importante comunidade de portugueses e luso-venezuelanos. E uma imensa satisfação para o PS. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, deslocou-se à Venezuela para pedir a libertação dos quatro detidos luso-venezuelanos e a proteção da comunidade, mencionando sempre Hector.

Além dos diversos encontros com a comunidade, a delegação do PS liderada por José Luís Carneiro encontrou vários luso-venezuelanos na Assembleia Nacional e no Governo, sensibilizando os decisores políticos para os objetivos que levava na agenda. Com destaque para o presidente do Grupo de Amizade Venezuela-Portugal e da Comissão de Energia e Petróleo, Orlando Camacho, e para Francisco Garcês, presidente da Comissão Presidencial de Paz e Convivência Democrática.

Dessas e de várias outras reuniões, incluindo com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Yvan Gil, também ele luso-venezuelano, ficou o compromisso de dar seguimento aos pedidos do líder do PS, José Luís Carneiro.

Incompreensivelmente, enquanto na Venezuela a visita foi apreciada com entusiasmo, em Portugal foi agressivamente criticada pelos partidos da direita e extrema-direita, revelando uma deplorável indiferença para com mais de um milhão de portugueses e luso-venezuelanos, com um papel essencial no relacionamento bilateral que não pode ser ignorado.

Coincidência ou não, dois dias depois da delegação do PS ter deixado Caracas, a Lei da Amnistia era prorrogada por 30 dias pela Assembleia. Hector Ferreira foi libertado três dias antes de terminar o prazo para o fim do período da Amnistia, decretada pela presidente interina com o intuito de promover um processo de reconciliação nacional, através da libertação de presos políticos detidos durante a presidência de Maduro.

Independentemente das considerações de natureza política, a verdade é que foi a visita de José Luís Carneiro que abriu o caminho para a libertação de Hector Ferreira, como disse a sua irmã Mariela à TSF. Já em agosto de 2018, como secretário de Estado das Comunidades, a sua intervenção foi

determinante para a libertação de 2 jovens luso-venezuelanos detidos arbitrariamente.

Há matérias na vida política que exigem sentido de Estado e não sectarismos que só dificultam que o real impacto das iniciativas políticas seja devidamente compreendido e os objetivos alcançados. A comunidade portuguesa na Venezuela merece essa convergência nacional na defesa dos seus interesses.

Hector Ferreira foi libertado e é isso que verdadeiramente interessa, desejando-se que a todos os restantes presos políticos possa acontecer o mesmo. A intervenção política é para isso que serve. Para ajudar as pessoas, independentemente das suas circunstâncias.


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