Dia Sim
Na última semana o Sporting não jogou para o Campeonato e, se formos realistas, tão pouco jogou no sintético da Noruega. Ficamos com um jogo em atraso, em igualdade pontual com o Benfica e a menos sete do F. C. Porto. Assusta-me saber que já muita gente atirou a toalha ao chão, que a cada perda de pontos (seja ela na Champions ou no Campeonato) as críticas a Rui Borges aumentem, mas a verdade é que o futebol é assim mesmo, sempre foi. Eu não atiro toalha nenhuma ao chão, porque a mediocridade em que andámos durante 20 anos é algo a que não quero voltar nunca.
Na Noruega não se jogou futebol, podemos inventar, tentar justificar, tentar perceber, mas não se jogou. Nem um, nem dez, nem 94 minutos. Com Pote e Maxi castigados, a equipa pareceu perdida e ainda que tivesse tido algumas oportunidades para fazer o golo, ele não apareceu. Esta terça as contas são outras, jogamos num relvado que conhecemos bem, jogamos em casa, faremos barulho e já poderemos contar com o uruguaio do lado esquerdo. Fácil já não seria em circunstâncias normais, mas se fosse simples também não era para nós.
Esta semana de descanso deu para rever, perceber o erro e salvaguardar que estamos motivados e preparados para fazer desta terça-feira um final de tarde histórico. Só temos é de estar em Dia Sim. Dia Sim para a defesa, Dia Sim para o meio-campo e Dia Sim para o ataque. O resto? Resolve-se. Temos de ser os primeiros a acreditar, temos de ser os primeiros a querer, porque nunca será, nunca mesmo, por falta de apoio que o resultado não vai aparecer. Para o Campeonato, é pensar que as contas se fazem só no fim.
