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União Europeia e Portugal, 40 anos depois, a mudança de paradigma

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26.01.2026

Em 1986, eu estava em Bruxelas a fazer o meu doutoramento em assuntos europeus na Universidade Livre de Bruxelas e a acompanhar de perto as nossas negociações de adesão. Fui um observador privilegiado desse período e lembro-me bem do ambiente de esperança positiva que então se vivia entre todos os protagonistas daquele momento único da nossa vida coletiva. Não vou fazer aqui a história e o balanço desses 40 anos, esse registo está feito nos documentos e livros que já foram escritos sobre o nosso processo de integração europeia, nomeadamente em três períodos: entre 1986 e 1999 (até ao cumprimento dos chamados critérios de convergência nominal necessários para adotar a moeda única), entre 2000 e 2014 (as regras orçamentais do euro e os critérios da Troika), entre 2015 e 2025 (a saída do Reino Unido, o primeiro mandato de Trump, a epidemia da Covid 19, a guerra da Ucrânia, o segundo mandato de Trump). O balanço é globalmente positivo, embora no grupo dos países da coesão os exemplos da Irlanda e da Espanha mereçam uma referência especial a este propósito.

Em vez disso, vou aproveitar esta oportunidade para falar um pouco sobre os anos que estão aí à nossa frente, pois considero que estamos a passar por uma mudança paradigmática que coloca em risco elevado a própria União Europeia, tal como a conhecemos até agora. E começo por relembrar, aqui e agora, as grandes transições e o sentido da sua mudança paradigmática:

1. Transição climática, a mudança de regime para o Antropoceno,

2. Transição energética, a descarbonização e circularidade da economia

3. Transição ecológica, a mudança de regime agroambiental e agroalimentar

4. Transição tecno-digital, a digitalização e a artificialização da economia

5. Transição laboral, a mudança na estrutura da produtividade do trabalho

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