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Viajar sem adiantar

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27.09.2026

Como pai de um filho que entrou recentemente para a universidade no Continente, pude finalmente experimentar as maravilhas do Programa Estudante Insular.

E digo maravilhas sem ironia.

Precedido de uma burocracia relativamente simples, o mecanismo permite que os estudantes madeirenses (cof, cof, os seus pais) adquiram até quatro viagens de ida e volta por ano letivo entre a Madeira e o Continente, pagando apenas os 59 euros que lhes cabem ao abrigo do mecanismo de continuidade territorial.

Para os restantes madeirenses, o mecanismo continua a funcionar ao contrário: primeiro paga-se o bilhete por inteiro, depois pede-se o reembolso. Entre uma coisa e outra há a plataforma, a validação, a espera e, sobretudo, aquilo que qualquer família percebe melhor do que qualquer legislador: dinheiro que saiu da conta e que, durante demasiado tempo, deixa de estar disponível.

Pode chamar-se Subsídio Social de Mobilidade ou Mecanismo de Continuidade Territorial. Para uma família que compra três ou quatro passagens numa época cara, chama-se tesouraria.

O Estudante Insular resolveu precisamente isso.

Tudo isto conduz à pergunta que........

© JM Madeira