Viajar sem adiantar
Como pai de um filho que entrou recentemente para a universidade no Continente, pude finalmente experimentar as maravilhas do Programa Estudante Insular.
E digo maravilhas sem ironia.
Precedido de uma burocracia relativamente simples, o mecanismo permite que os estudantes madeirenses (cof, cof, os seus pais) adquiram até quatro viagens de ida e volta por ano letivo entre a Madeira e o Continente, pagando apenas os 59 euros que lhes cabem ao abrigo do mecanismo de continuidade territorial.
Para os restantes madeirenses, o mecanismo continua a funcionar ao contrário: primeiro paga-se o bilhete por inteiro, depois pede-se o reembolso. Entre uma coisa e outra há a plataforma, a validação, a espera e, sobretudo, aquilo que qualquer família percebe melhor do que qualquer legislador: dinheiro que saiu da conta e que, durante demasiado tempo, deixa de estar disponível.
Pode chamar-se Subsídio Social de Mobilidade ou Mecanismo de Continuidade Territorial. Para uma família que compra três ou quatro passagens numa época cara, chama-se tesouraria.
O Estudante Insular resolveu precisamente isso.
Tudo isto conduz à pergunta que........
