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Aldo Rebelo fala em “passado comunista” e se coloca como “nacionalista” na corrida presidencial

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18.04.2026

Ex-integrante do PCdoB, Aldo Rebelo declara estar afastado das pautas tradicionais da esquerda. Pré-candidato à Presidência, ele se apresenta como um candidato fora dos rótulos ideológicos clássicos. Ele próprio afirma ter rompido com o que chama de “agenda de costumes” da esquerda e passou a defender uma "linha nacionalista", com críticas frequentes às instituições e ao atual funcionamento do Estado brasileiro. Nos últimos anos, também se aproximou de figuras e pautas associadas ao campo conservador, incluindo interlocuções com Jair Bolsonaro e aliados, embora rejeite se identificar como parte da direita. Nesta entrevista à coluna Entrelinhas e ao programa Sem Rodeios, Rebelo expõe sua visão sobre o Supremo Tribunal Federal, a falta de equilíbrio entre os poderes, política externa e os rumos do país.

Entrelinhas: Estamos realizando uma série de entrevistas com pré-candidatos à Presidência da República e, em 2026, há um interesse crescente do eleitorado em entender o papel do Supremo Tribunal Federal e os limites entre os poderes. Qual é a sua visão sobre isso?

Aldo Rebelo: O Brasil vive um processo de desequilíbrio, de desajuste, eu diria até de anomalia na relação entre os poderes. O Supremo Tribunal Federal acumulou muito mais atribuições do que aquelas que a Constituição lhe concede. Ele é o Poder Judiciário, mas exerce funções do Legislativo e do Executivo. Decide sobre comissões parlamentares de inquérito, sobre eleições, e até interfere em decisões que caberiam aos estados. Isso gera uma situação de insegurança........

© Gazeta do Povo