Cuba, o Estado criminoso cada vez mais perto de um julgamento
O indiciamento de Raúl Castro pela morte de quatro americanos no abate dos aviões dos Hermanos al Rescate, em 1996, não é apenas um ajuste tardio de contas com a Justiça. É a abertura de uma fresta no muro de impunidade que protegeu a ditadura cubana por mais de seis décadas. Raúl, então ministro da Defesa, é acusado de responsabilidade direta na destruição de duas aeronaves civis desarmadas, abatidas por caças MiG da Força Aérea cubana sobre águas internacionais. O episódio foi tratado, durante anos, como mais um “incidente” da longa crise entre Washington e Havana. Não foi. Foi terrorismo de Estado.
Mas o caso dos aviões é apenas a ponta visível de um iceberg muito mais profundo. Cuba não se tornou um Estado criminoso por acidente, nem por deformação periférica de uma revolução originalmente idealista. O crime foi incorporado ao método de governo.
Sob Fidel Castro, depois sob Raúl e agora sob Miguel Díaz-Canel, a ilha desenvolveu um modelo de poder baseado na fusão entre partido único, polícia política, inteligência externa, repressão interna, sabotagem regional e economias ilícitas.
A ditadura cubana não apenas reprimiu seu próprio povo. Ela exportou instabilidade, treinou guerrilhas, protegeu terroristas, instrumentalizou governos aliados e transformou a geografia caribenha em ativo estratégico para operações clandestinas
A ditadura cubana não apenas reprimiu seu próprio povo. Ela exportou instabilidade, treinou guerrilhas, protegeu terroristas, instrumentalizou governos aliados e transformou a geografia caribenha em ativo estratégico para operações clandestinas
O narcotráfico ocupa lugar central nessa história. Durante........
