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Cuba, o Estado criminoso cada vez mais perto de um julgamento

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21.05.2026

O indiciamento de Raúl Castro pela morte de quatro americanos no abate dos aviões dos Hermanos al Rescate, em 1996, não é apenas um ajuste tardio de contas com a Justiça. É a abertura de uma fresta no muro de impunidade que protegeu a ditadura cubana por mais de seis décadas. Raúl, então ministro da Defesa, é acusado de responsabilidade direta na destruição de duas aeronaves civis desarmadas, abatidas por caças MiG da Força Aérea cubana sobre águas internacionais. O episódio foi tratado, durante anos, como mais um “incidente” da longa crise entre Washington e Havana. Não foi. Foi terrorismo de Estado.

Mas o caso dos aviões é apenas a ponta visível de um iceberg muito mais profundo. Cuba não se tornou um Estado criminoso por acidente, nem por deformação periférica de uma revolução originalmente idealista. O crime foi incorporado ao método de governo.

Sob Fidel Castro, depois sob Raúl e agora sob Miguel Díaz-Canel, a ilha desenvolveu um modelo de poder baseado na fusão entre partido único, polícia política, inteligência externa, repressão interna, sabotagem regional e economias ilícitas.

A ditadura cubana não apenas reprimiu seu próprio povo. Ela exportou instabilidade, treinou guerrilhas, protegeu terroristas, instrumentalizou governos aliados e transformou a geografia caribenha em ativo estratégico para operações clandestinas

A ditadura cubana não apenas reprimiu seu próprio povo. Ela exportou instabilidade, treinou guerrilhas, protegeu terroristas, instrumentalizou governos aliados e transformou a geografia caribenha em ativo estratégico para operações clandestinas

O narcotráfico ocupa lugar central nessa história. Durante........

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