As zonas de incerteza nas eleições de outubro
As incertezas serão fator decisivo no pleito presidencial. A eleição será novamente polarizada entre Lula de um lado e direita e extrema direita, de outro. Pesquisa Meio/Ideia, com tipologia do politólogo Christian Lynch, identificou 35,5% que se dizem de esquerda, 16,1%, de direita e 9,7%, de centro-direita. O campo de direita teria então 25,8%. Se a autodefinição prevalecer, este voto já está definido. Por quem os candidatos competirão? Pelos 22, 6% que se dizem de centro. Seria o espaço para a terceira via, com Eduardo Leite, que Kassab desprezou.
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Pela primeira vez, desde a eleição de 1989, que elegeu Collor para seu efêmero mandato presidencial, a direita aparece múltipla e dividida. Collor compartilha com Jair Bolsonaro a condição de ex-presidentes condenados, em prisão domiciliar por terem saúde frágil. Logo eles que ostentavam sua virilidade machista. Bolsonaro será lembrado por seu comportamento desumano na pandemia, zombando dos moribundos.
Os três candidatos correm no veio das paixões tristes e da rejeição raivosa a Lula. Portanto, dividirão os votos de eleitorados-chave nos campos conservador e extremista. Caiado fundou a União Democrática Ruralista (UDR) e pode atrair fatia expressiva do voto e do dinheiro do agro, em Goiás e no restante do Centro-Oeste.........
