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Uma Previdência de verdade

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08.09.2026

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O Regime Geral da Previdência Social (RGPS) representa a maior rubrica de gasto no Orçamento primário da União. Assim parece, mas não é. Por quê? Para participar como segurado, o cidadão deve, em tese, contribuir para ter sua cobertura previdenciária. Ou seja, na regra geral, é o cidadão que “banca” seu futuro benefício, por meio de contribuições mensais, geridas por um órgão, o INSS, que tem seu braço financeiro, o Fundo do Regime Geral (FRGPS) que deveria guardar e aplicar tais recursos.

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O Regime Geral é diferente daquele que cobre os servidores públicos pois, neste caso, é o Estado, como empregador, que paga a conta como despesa de pessoal, embora cobrando do servidor uma contribuição. Por isso, vamos tratar, daqui para frente, só do Regime Geral, do cidadão comum, para entender de onde surgem os eventuais desequilíbrios financeiros apontados por especialistas.

Em 2025, o RGPS fechou o ano com déficit, entre contribuições e desembolsos, da ordem de R$ 320 bilhões. Quem cobre esse déficit anual são tributos, como Cofins e CSLL, que incidem sobre o faturamento e o lucro das empresas e são repassados aos preços. Portanto, todos pagamos pelo dinheiro que falta anualmente no INSS.

Mas, se falta dinheiro, onde estaria o erro de conta? Surgem as possíveis explicações. Por acaso, as contribuições não seriam suficientes para bancar os benefícios? Algum grupo de segurados se aposenta cedo demais? Há quem receba vantagens especiais? Aqui começam a surgir dados que surpreendem até quem imagina conhecer bem a “previdência........

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