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A solidão que nos acompanha

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12.09.2026

Uma mulher me disse uma vez: “Aprendi a ser sozinha no meu casamento”. Ela não estava só, ela tinha marido, tinha filhos, mas ela se sentia só. Aprendeu a ser só no meio de um monte de gente. Ana Suy, psicanalista, autora do livro “A gente mira no amor e acerta na solidão”, diz que “nascemos e morremos sozinhos, mas entre uma ponta e outra, nossa vida se dá na relação com várias pessoas”, e que “não queremos ser amados apenas pela presença, mas também pela nossa falta. ‘Será que alguém sentiu minha falta?’”

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Sempre que a frase “Aprendi a ser sozinha no meu casamento” me vem à mente, eu fico pensando nas diversas formas de solidão, na ilusão de que existe alguém no mundo que vai preencher o que falta em nós, na ilusão de que o amor vai nos salvar de nós mesmos.

E mulher é assim, a gente aprende que, sem um homem, estamos sozinhas, mesmo que estejamos em um grupo só de mulheres. Aquelas mulheres ali, sozinhas estão muito bem na companhia umas das outras, mas sem um homem junto,........

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