26 de agosto – Dia Internacional da Igualdade Feminina. Se ele não deixa, ela abandona?
Há uma pergunta que não devíamos ter de fazer em pleno século XXI: pode uma jovem abandonar o desporto porque o namorado não permite que continue?
A resposta deveria ser óbvia. Não.
Mas a realidade nem sempre acompanha aquilo que consideramos adquirido.
Há jovens atletas que deixam de treinar, de competir ou simplesmente de praticar a modalidade de que gostam porque o namorado não gosta que estejam naquele ambiente. Porque não aceita que treinem com rapazes. Porque não gosta do equipamento que usam. Porque não quer que sejam fotografadas. Porque não gosta que falem com determinado colega. Porque entende que a relação lhe dá o direito de decidir.
E quando uma jovem começa a abdicar de partes importantes da sua vida para evitar o conflito numa relação, talvez seja tempo de deixarmos de chamar a isso apenas “ciúme”.
Ciúme não é amor. Proibição não é proteção. Controlo não é respeito.
O problema é que alguns destes comportamentos continuam a ser banalizados entre os mais jovens. São apresentados como manifestações de amor, preocupação ou insegurança. E, pouco a pouco, aquilo que deveria ser uma relação de confiança transforma-se numa relação de controlo.
O desporto pode tornar essa realidade ainda mais visível.
Uma atleta está exposta. Está num espaço público, compete, usa equipamento desportivo, é fotografada, aparece nas redes sociais e, cada vez mais, é acompanhada por uma comunicação social que nem sempre olha para homens e mulheres da mesma forma.
Há atletas que têm denunciado a utilização de........
