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Não de parto nem de medo

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09.04.2026

1. Recordo D. António José de Sousa Barroso, um dos corajosos bispos que sofreram com a perseguição à Igreja movida durante a I República. Tornou conhecida, um dia, uma das suas certezas: não morreria de parto nem de medo.

Foi o Bispo que mais se empenhou em que a Pastoral Coletiva, com que os Bispos reagiram à Lei de Separação, fosse dada a conhecer aos fiéis à estação da Missa, pelo que lhe foi movido um processo.

Afonso Costa, ministro da Justiça e Cultos, chamou-o a Lisboa e, depois de o sujeitar aos insultos da populaça, fez sair um decreto em que o declarava «destituído das suas funções de bispo» e «vaga a diocese», «como se a vacância (...) resultasse de falecimento». Concedia-lhe, porém, «em homenagem aos seus serviços no Ultramar e às suas virtudes pessoais, a pensão vitalícia anual de 1200$00 reis».

Por decreto emanado do Ministério da Justiça, publicado no Diário do Governo de 09 de março, foi desterrado da sua diocese, o Porto, por tempo........

© Diário do Minho