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Portugal não precisa de mais diagnósticos. Precisa de execução

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24.05.2026

Portugal continua preso a um paradoxo perigoso: temos empresas de excelência, gestores altamente qualificados, universidades competitivas e capacidade tecnológica crescente, mas persistimos num modelo económico que penaliza quem produz, quem investe e quem quer crescer. A Cimeira da Indústria, em Braga, tem mérito precisamente porque coloca o foco onde ele deve estar: na competitividade estrutural do país e não apenas na gestão conjuntural da economia. O problema português nunca foi apenas falta de talento ou ausência de empresários capazes. O problema é mais profundo: baixa escala empresarial, produtividade insuficiente, burocracia asfixiante, excesso de centralização, lentidão administrativa e uma cultura institucional excessivamente orientada para o controlo e pouco para a execução. Durante demasiado tempo habituámo-nos a discutir crescimento económico sem discutir seriamente os fatores que criam riqueza sustentável. E a verdade é incómoda: economias competitivas não se constroem apenas com........

© Diário do Minho