O Domingo que nos refaz
A Missa dominical não é um “extra” para quem tem tempo; é o coração batente da semana cristã. Digo-o sem nostalgia e sem moralismos: quando o domingo deixa de ser Eucaristia, a fé vai, pouco a pouco, perdendo corpo. Fica na cabeça como ideia ou no íntimo como sentimento, mas perde aquele lugar concreto onde aprendemos a receber, a agradecer e a recomeçar.
Há uma tentação muito contemporânea de viver a religião à medida do humor: hoje apetece, amanhã não; hoje sigo online, amanhã compenso com uma oração em casa. A oração pessoal é indispensável e o digital pode ajudar; mas nada substitui o gesto simples e exigente de estar em assembleia. A Missa não é consumo espiritual, é pertença. Não nos juntamos porque estamos todos bem ou porque pensamos todos igual, mas porque fomos chamados. E é essa convocação que nos salva do individualismo religioso.
A Missa dominical devolve-nos uma gramática de humanidade. Obriga-nos a sair de nós, a escutar uma Palavra que........
