Por Entre Linhas e Ideias
Quantas vezes desprezamos os pequenos antes de percebermos a sua grandeza? A pergunta pode parecer cruel, sobretudo para quem, como eu, é do Sporting e ainda tenta perceber como é que uma tarde no Jamor, feita para festa, terminou com uma surpresa histórica e mais uma página do velho “sofrer à Sporting”. Já tenho resistência ao sofrimento, mas há finais que testam a serenidade filosófica de um sportinguista.
A verdade é que a irritação levou-me a desligar a televisão como se tivesse acabado de assistir a uma tragédia grega com prolongamento. Mas, passado o abalo inicial, percebi que aquela derrota se transformava numa aula de Filosofia com relvado, bancadas e cachecóis, daquelas que ninguém pede, mas que somos obrigados a aceitar e a questionar.
Ora, esta final não foi apenas uma surpresa desportiva. Foi uma parábola sobre a soberba dos grandes e a grandeza possível dos pequenos. Uma tentação antiga dos fortes é olhar de lado para quem parece inferior, como se as camisolas corressem, pensassem e........
