Se o velho Attenborough conhecesse Trás-os-Montes
Fez 100 anos, o grande David Attenborough). E ainda no activo… Foi a ele e a outro grande naturalista e divulgador, o espanhol Felix Rodríguez de la Fuente que devemos, tantos de nós, o nosso precoce e indefectível amor pela Natureza, a nossa posição política conservacionista ecologista não esquerdista, a nossa constante atenção à acelerada perda de biodiversidade, à extinção continuada de milhares de espécies, à estúpida destruição dos vales dos mais belos rios com barragens; ao semear das serras com “parques” eólicos; à agora tão ameaçadora proliferação de encostas e de campos ocupados por imensos latifúndios de painéis solares (os quais deviam era estar, em menor quantidade, nos telhados ou jardins dos imóveis)… Torga, que nem metade dos recantos de Trás-os-Montes conhecia (como eu, e poucos, conhecemos) jurava bem, que essas terras eram o “reino maravilhoso”. Se Attenborough tivesse prestado à Ibéria metade da atenção que bem prestou, p. ex., à bela e vasta África, decerto que teríamos hoje um Portugal bem menos eucaliptizado e queimado; e menos cheio de olivais e amendoais intensivos; onde a tão espetacular fauna (e avifauna)........
