A ‘constituição’ será mais sacrossanta do que a Bíblia?
Ao escutarmos certas diatribes de inflexibilidade quanto à Constituição da República Portuguesa (CRP) fica-se com a sensação de que é algo mais sagrado – intocável, dogmático, de interpretação unívoca e/ou mesmo parada no tempo – do que as Escrituras Sagradas, contidas na Bíblia. O abuso sobre alguns dos princípios ‘consagrados’ na CRP tem manietado muito do desenvolvimento do nosso país quanto à economia, no setor da proteção e segurança e até na inflexibilidade nas questões de saúde. Não será que o slogan ‘o que é público é de todos’ nos tem condicionado mental, social e culturalmente?
1. Eis que de repente vemos uma série de políticos a trazerem para discussão o tema da revisão da Constituição, como se isso fosse a solução de todos os problemas do país ou se o texto com cinquenta anos – apesar das sete revisões: de 1982, 1989, 1992, 1997, 2001, 2004 e 2005 – seja tão dogmático que ninguém o pode beliscar… Pelas intervenções ouvidas dá a impressão, que muitos dos defensores e mais ainda........
