O luxo do tempo e da tecnologia: quem ganha?
Entrar num carro moderno hoje em dia é quase como entrar na secção de televisores de uma loja de eletrodomésticos. E já nem precisa de ser um topo de gama: de um simples utilitário a um carro familiar, há luzes por todo o lado, alertas a apitar e ecrãs táteis gigantes a ocupar o tablier de uma ponta à outra.
Sem darmos por isso, transformámos (ou aceitámos que tenham transformado) os carros em smartphones com rodas. Antigamente, o luxo de um automóvel sentia-se no peso de um botão de metal ou no cheiro da pele. Hoje, as marcas parecem competir apenas para ver quem enfia o maior ecrã à frente do condutor. A condução em si ficou para segundo plano, perdida num mar de menus.
Útil? Poderemos dizer que sim.........
