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“O preço do improviso”

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Este ano, mais de 166 mil alunos do ensino secundário viveram semanas de angústia à espera de saber o resultado de um trabalho de anos. Não por culpa deles, mas por culpa de um Governo que decidiu experimentar um novo sistema de correção digital de exames sem garantir, primeiro, que esse sistema funcionava. O diagnóstico já não é opinião, é facto reconhecido pelo próprio Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, em pleno debate de urgência na Assembleia da República. Falhas na plataforma informática, atrasos sucessivos na digitalização das provas, prazos de correção adiados por duas vezes, professores classificadores que denunciaram, durante semanas, não conseguir sequer aceder ao sistema para fazer o seu trabalho. Um processo de digitalização que já consumiu mais de sete milhões de euros em três anos e que, ainda assim, chegou a este momento decisivo incapaz de cumprir o mais básico: entregar notas a tempo e horas a quem........

© Correio do Minho