“IA e escolhas seguras: educar para...”
No dia 10 de fevereiro, assinalou-se o Dia da Internet Mais Segura, mas estas datas só valem se nos empurrarem para o dia seguinte, quando já não há cartazes nem slogans e fica apenas a vida real com o telemóvel no bolso e o mundo a entrar, rápido, pelo ecrã.
A internet deixou de ser uma cidade que visitamos; é um clima em que vivemos. Por isso, a segurança na rede não é uma lista de perigos externos, mas uma aprendizagem do olhar e do gesto, porque o que está em causa não é só o que nos pode acontecer: é o que escolhemos fazer aos outros quando estamos lá dentro.
Com a inteligência artificial, esse clima mudou. Aquilo que exigia tempo e intenção como escrever, resumir, traduzir, criar imagens, organizar ideias, até fabricar “provas”, tornou-se um atalho permanente. E o atalho, quando vira hábito, não nos poupa apenas caminho: rouba-nos o sentido do caminho, porque deixa de haver percurso e passa a haver só chegada.
Vejo-o em sinais pequenos: um vídeo “inacreditável” sem origem, uma mensagem reencaminhada como se a........
