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“Caminhar na paisagem da...”

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A Peneda-Gerês foi ontem, dia 25 de setembro, palco de uma reflexão sobre o futuro das pastagens, do pastoreio e das comunidades de montanha. Na Porta de Lamas de Mouro, em Melgaço, a iniciativa “Passos na Paisagem Biodiversa da Peneda-Gerês”, promovida pela CCDR- N, junta produtores, especialistas e entidades do território num formato pouco habitual: um seminário que se faz a caminhar, entre a paisagem e a discussão sobre o seu futuro. A escolha do cenário não é um detalhe. Na Peneda-Gerês, falar de pastagens é falar de biodiversidade, de economia rural, de baldios, de prevenção de incêndios, de património e, sobretudo, de pessoas. É falar de uma paisagem que não nasceu apenas da natureza, mas também do trabalho de muitas gerações que aprenderam a viver com ela e a transformá-la. Pois há paisagens que se leem com os olhos. Outras exigem que se caminhe dentro delas. A Peneda-Gerês pertence a esta segunda categoria. É preciso subir um caminho de montanha, atravessar um lameiro, ouvir o som dos animais e reparar na pedra, na água, no mato e nas marcas deixadas por quem, geração após geração, aprendeu a viver naquele território. Só então percebemos que uma paisagem não é apenas aquilo que a natureza nos oferece. É também aquilo que as pessoas fizeram dela. Sendo, por esta razão, que este seminário pode ser muito mais do que um encontro entre especialistas. Pode ser uma oportunidade para discutir o futuro duma relação antiga entre pessoas, animais e território. Porque há perguntas que mudam quando são feitas a andar. Quem cuida destas paisagens? Quem decide o que deve ser preservado? Quem paga o........

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