Fachin deve desarmar Mendonça, afastando-o dos casos Master e INSS. E também Morais, encerrando o inquérito das fake news
Por Tereza Cruvinel – O ministro André Mendonça, projeto de Sergio Moro com domínio do idioma, chocou a consciência jurídica do país nesta terça-feira com a decisão liminar de afastar do cargo o diretor da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada.
A legalidade reclama a declaração de inconstitucionalidade da medida por seu matiz eleitoreiro, por ser abusiva, ao violar competência exclusiva do Poder Executivo, e também pelo fato de Mendonça colocar-se como vítima das supostas ilegalidades cometidas pelos afastados. Se é vítima, não deve dirigir o inquérito.
A crise urge e ruge mas o ministro Edson Fachin, presidente do STF, parece ter empurrado o desfecho para a semana que vem, ao dar 72 horas para Mendonça contestar o pedido de suspensão de sua liminar apresentado pelo Advogado-Geral das Uniao, Jorge Messias. Elas terminam no final do dia da próxima sexta-feira.
Mendonça pode antecipar-se, permitindo que Fachin decida o quanto antes sobre o recurso do AGU. Ele vem dizendo que arrostará o desafio imposto pelo cargo que ocupa. Que olhará o monstro da crise de frente e sem medo de tomar sozinho a decisão. Que “não haverá precipitação, mas tampouco omissão”.
Há, entretanto, uma alternativa à decisão solitária, que seria a........
