O Brasil não é de direita
A maioria dos brasileiros não é conservadora. O Brasil não é um país de direita. O que falta para o campo progressista é organização e trabalho de base para disputar e vencer eleições.
Enxergo que a fórmula é relativamente simples. Um candidato forte. Um projeto de cidade, de estado e de país. Um partido coeso (ou melhor, a união de todos os partidos possíveis). Comunicação profissional. E trabalho de base. Por que política é o curioso caso onde a vitória vai sendo construída na véspera. Por exemplo: quem será o candidato a governador de São Paulo em 2030? 5 de outubro de 2026, a eleição já começou.
Vamos pegar o Maranhão como exemplo, um estado extremamente religioso foi o responsável por eleger o primeiro governador da história do Partido Comunista do Brasil. Incoerência? Não acredito. Antes de mais nada, é fundamental que a população saiba com antecedência quem é o candidato. Uma pessoa com chances reais de vitória. O líder do projeto. Já testado nas urnas. Que realmente seja de esquerda e cumpra o plano de governo. No caso, Flávio Dino capitaneou a missão.
Depois, é preciso ter uma equipe para criar palanque em todas as cidades do estado: um membro do Partido tem que estar na chapa, disputando eleição como prefeito ou vice, e mais uma vez com chances de ganhar. E aqui é papo de filiar candidatos de todas as vertentes, desde que respeite o projeto do Partido e seu líder. Isso sim é uma frente ampla. Amplíssima. Se determinado grupo político “domina a cidade faz 3 ou 30 anos” e vota com a extrema-direita, beleza. Quem relevante de lá é ou quer ser oposição, é leal e consegue organizar um grupo de vereadores? Sempre tem alguém. Tragam esse pessoal para o Partido e vamos pra luta. Foi assim que o PCdoB Maranhão fez 1 prefeito em 2008, 14 em 2012 e 46 em 2016. Eram todos bolcheviques? Marxistas-leninistas? Claro que não. Mas garantiram a vitória de Dino em 2014 e 2018.
Desse grupo de prefeitos sairão os deputados federais e estaduais, dividindo o estado........
