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Inflação americana rompe a barreira dos 4% e amarra as mãos do Fed; Brasil sente o efeito colateral

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10.06.2026

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos voltou a acender o sinal de alerta. O CPI fechado de maio, divulgado nesta quarta-feira, veio em linha com o esperado, mas trouxe pouco alívio: alta de 0,5% na comparação mensal e de 4,2% no acumulado em doze meses. É a primeira vez em três anos que a inflação americana rompe a barreira dos 4% — o pior momento inflacionário desde a pandemia de Covid. Não por acaso, o gráfico da escalada de preços estampou a capa do New York Times, retrato do nível de preocupação que o tema voltou a despertar.

O grande vilão do mês foi a energia, refletindo a disparada do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. O choque energético respondeu por boa parte da alta e contaminou mais de 60% dos itens do indicador, evidenciando um movimento de elevação generalizada de preços.

Houve, contudo, uma notícia positiva: o núcleo da inflação — que exclui alimentos e energia — subiu 0,2% no mês, abaixo........

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