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Orgulho nacional, Petrobras irá puxar o desenvolvimento de uma das regiões esquecidas do País

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15.08.2026

A descoberta de petróleo pela Petrobras na Margem Equatorial, em águas profundas diante da costa do Amapá, tem uma dimensão que vai muito além da geologia. É mais um capítulo de uma longa história brasileira, marcada por coragem, soberania, sabotagens, descrença, entreguismo e, sobretudo, pela capacidade nacional de superar obstáculos que muitas vezes foram apresentados como intransponíveis.

A história do petróleo brasileiro é também a história de uma batalha permanente contra aqueles que insistiram em dizer que o Brasil não podia, não sabia ou não deveria explorar suas próprias riquezas. Foi assim com Monteiro Lobato. Foi assim com Getúlio Vargas. Foi assim com o pré-sal. E foi assim, novamente, com a Margem Equatorial.

Agora, a Petrobras tem diante de si a possibilidade de liderar um novo ciclo de desenvolvimento brasileiro, desta vez em uma das regiões mais esquecidas e menos desenvolvidas do País: a Amazônia brasileira e, particularmente, o Amapá.

Monteiro Lobato e a batalha pelo petróleo brasileiro

Muito antes da criação da Petrobras, Monteiro Lobato compreendeu que petróleo significava poder, desenvolvimento e soberania. O escritor se transformou em um dos mais combativos defensores da exploração das riquezas minerais brasileiras e denunciou os interesses que, em sua avaliação, trabalhavam para manter o País dependente da importação de combustíveis.

Em 1936, publicou O escândalo do petróleo, obra que se tornou símbolo dessa batalha. Lobato confrontou a ideia, difundida durante anos, de que simplesmente não existiria petróleo em quantidade relevante no Brasil. A campanha nacionalista em torno do petróleo cresceu nas décadas seguintes e ajudou a criar o ambiente político que desembocaria na campanha “O petróleo é nosso”. Registro histórico da Câmara dos Deputados reconhece Monteiro Lobato como uma das figuras precursoras das campanhas nacionalistas pelo petróleo brasileiro.

A história provaria que os pessimistas estavam errados.

Primeiro vieram as descobertas em terra. Depois, o petróleo no mar. Em seguida, as águas profundas. Mais tarde, as águas ultraprofundas. Finalmente, o pré-sal.

Em praticamente todas essas etapas houve quem dissesse que não valia a pena tentar.

Getúlio e a criação de um patrimônio nacional

Foi Getúlio Vargas quem transformou a batalha política pelo petróleo em uma instituição capaz de mudar estruturalmente o Brasil.

Em 1953, nasceu a Petrobras, como resultado da mobilização popular da campanha “O petróleo é nosso” e de uma concepção segundo a qual recursos estratégicos deveriam servir ao desenvolvimento nacional.

A empresa recebeu inicialmente os campos existentes no Recôncavo Baiano. Naquele momento, o Brasil produzia apenas cerca de 2,7 mil barris por dia, equivalentes a uma pequena parcela do consumo nacional.

Sete décadas depois, aquela empresa que começou em um país profundamente dependente do petróleo estrangeiro se transformou em uma das maiores referências mundiais na exploração offshore.

Esse talvez seja um dos maiores legados de Getúlio Vargas.

A Petrobras não foi criada apenas para produzir petróleo. Foi criada para produzir soberania, tecnologia, conhecimento, engenharia, empregos e capacidade de decisão nacional.

Do “Petrossauro” à liderança tecnológica mundial

Justamente por representar tudo isso, a Petrobras sempre esteve sob ataque.

Durante a ofensiva liberal e privatizante dos anos 1990, tornou-se célebre a expressão “Petrossauro”, utilizada pelo........

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