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Quando o crime organizado se infiltra na política e no poder público

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30.05.2026

Conforme apontado pelas investigações policiais, o caso do Banco Master revela a cada dia de que modo uma organização criminosa (que emprega atos de violência e grave ameaça) se espalhou pela política e se infiltrou nas estruturas do poder público brasileiro, tendo à frente, como testa de ferro, um playboy bem arrumadinho e com muito dinheiro para investir em networking.

Foi o que demonstrou a direção do Banco Central, ao decretar a intervenção e a liquidação extrajudicial do Banco Master e impedir a venda da sua carteira para o Banco de Brasília. Em depoimento prestado na sede do Supremo Tribunal Federal, em 30 de dezembro de 2025, o diretor de fiscalização do Bacen afirmou que os gestores do BRB não tiveram a menor acuidade em verificar nem a origem nem as condições daquilo que o banco de Vorcaro pretendia lhes transferir.

Não por acaso, nessa mesma tomada de depoimento à Polícia Federal, o próprio Vorcaro, ao ser inquirido, afirmou que mantinha relações com muitas autoridades na República e que esteve na casa do ex-governador de Brasília e este na sua residência. 

Pouco tempo depois, a Polícia Federal apurou que o ex-presidente do BRB recebia vantagens financeiras e diversos favores do CEO do Banco Master, tendo sido revelado, inclusive, que o ex-dirigente do Banco de Brasília receberia apartamento avaliado em mais de 60 milhões de reais em comissão pelo serviço prestado. Ou seja, no processo de aquisição da carteira fraudulenta de um banco quebrado, fechavam-se os olhos da auditoria em troca de favores patrimoniais.

No início de maio de........

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