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Martínez, curto cartão de visita…

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11.07.2026

Ser treinador de futebol é estar permanentemente nas bocas do mundo, sujeito à avaliação crítica e ao julgamento transversal. Ser selecionador de um país, para mais não sendo dele nativo, constitui um desafio acrescentado, em face das naturais paixões que o patriotismo desperta e consolida nas reações de todos e de cada um.

Roberto Martinez não é um novato nestas andanças. Seis anos à frente de um projeto geracional muito significativo, na Bélgica, conferiram ao treinador espanhol a experiência e a consciência suficientes para encarar o desafio português com lastro.

O facto de ter ganho uma Liga das Nações aumentou a bolsa de alguma confiança no seu trabalho, embora todos os indicadores apontassem, desde logo, algum conservadorismo, quer nos nomes habitualmente constantes da lista de convocados, quer nas táticas e opções tomadas ao longo dos jogos.

O que se pedia a Martínez talvez fosse demasiado para o seu perfil diplomata e conciliador. Pedia-se uma equipa portuguesa mais assertiva, mais capaz de assumir nos relvados as responsabilidades que, claramente, tinham sido desenhadas nas declarações dos principais responsáveis, com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol à cabeça.

Fazer melhor do que os quartos de final do Qatar, em 2022, significava, desde logo, o apuramento para as meias-finais como resultado minimamente aceitável, e parecia muito complexo o desiderato, considerando as características do próprio selecionador.

Uma prova muito abaixo das expectativas e, sobretudo, das capacidades declaradas do conjunto de........

© A Bola