Adeus que me vou embora
T endo em atenção este fenómeno do abandono de Cristiano Ronaldo da Seleção de todos nós, nome consagrado pelas circunstâncias do tempo, absolutamente extravasante em termos de discussão pública, campeão de todos os campeões, deixo à reflexão dos meus estimados leitores a consulta a uma 'Carta Aberta' de 22 de junho passado (antes do Mundial), que lhe foi por mim dirigida e publicada neste órgão de comunicação social no qual muito me honra colaborar.
Sem entrar em linha de conta com o que para tal minha opinião importa, quero, contudo, e numa tentativa de ajudar a compreender o fenómeno da transição de carreira de jogadores de elite, abordar em dois artigos o que para tal possa servir de melhor reflexão.
O abandono de carreira ou transição da mesma, no âmbito de jogadores de elite, deverá merecer uma especial atenção, logo a partir do momento que a mesma se inicia, no sentido de os atletas se prepararem individualmente de acordo com os recursos pessoais, experiências e estratégias a percorrer. Esse acontecimento pode representar para uns estados de pressão, intranquilidade e crise, enquanto para outros dum estado de alívio.
Sabe-se que o tempo de prestação em alto rendimento e o seu elevado grau de exigência para a função, é muito mais curto do que a maioria das carreiras. Para muitos, o desempenho de elevada competência, exercido e potenciado pela sua entrega total, pouco tem a ver com a inclusão noutras áreas e, por isso, por vezes vacilam e........
