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Benfica, prioridades invertidas

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17.08.2026

Dizia o primeiro-ministro, lamentando-se, na festa do Pontal, que é dado maior destaque ao que corre mal do que àquilo que funciona bem. É verdade, uma verdade que transcende em muito as fronteiras nacionais, porque notícia não é o cão que morde o homem, mas sim o homem que morde o cão. Na política e no desporto existe uma afinidade quanto a esta realidade - a crítica está à frente do elogio, no ‘ranking’  das apreciações - sendo que a sorte dos partidos em atos eleitorais tem essencialmente a ver, mais do que as tricas e intrigas que interessam a uma ‘bolha’ que funciona tipo pescadinha-de-rabo-na boca, com o dinheiro que os eleitores têm no bolso no final de cada mês; enquanto que o sucesso dos clubes é medido pelos resultados dos cerca de sessenta jogos que disputam em cada temporada. Quando acaba a época, por mais que tenham feito, tem razão quem ganha, e só um é que pode ser campeão. 

Falemos então, em contra-corrente, do que correu bem ao Benfica nos últimos dias, mais precisamente da saída, para o Newcastle, do bósnio Amar Dedic. Devo confessar - e escrevi-o várias vezes ao longo do último ano - que nunca se tratou de um jogador que me enchesse as medidas. Dedic defende razoavelmente bem, embora se esqueça, por vezes, do avançado que lhe surge nas costas........

© A Bola